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Jornalismo/Assessoria de Imprensa
Sou jornalista formado pela Puccamp (1995), e sou pós-graduado em marketing, pela ESPM-SP (1998). Durante dez anos, fui assessor de imprensa da Unesp, de março de 1996 até fevereiro de 2005. Nesse período, de 1996 até o final do 2000, fiz trabalhos típicos de assessoria de imprensa, como a produção de releases e atendimento à imprensa.
O foco principal do trabalho era a divulgação das pesquisas científicas produzidas nos campus da universidade, que são distribuídos por todo interior paulista. Além disso, atendia também à imprensa e prestava serviços típicos de relações públicas e merketing, como a organização e participação em feiras e eventos de divulgação, em feiras de vestibular e em escolas do nível médio.
Em 2001, fui ativo colaborador na nova gestão da Pró-Reitoria de Extensão Universitária (Proex), comandada pelo professor Benedito Barraviera. Ele me convidou para criar e desenvolver o site da Proex. Além disso, fiquei também responsável por fazer reportagens, redigir artigos e produzir e tratar imagens - que se transformaram no Banco de Imagens da Unesp.
O sucesso da iniciativa permitiu o surgimento do Informativo Proex, minha principal realização junto à Pró-Reitoria. Junto com o recém-chegado e brilhante jornalista Thiago Nassa, criamos juntos esse boletim eletrônico on-line, que foi o primeiro jornal eletrônico da Unesp e tinha atualizações quinzenais.
A iniciativa recebeu o patrocínio do Banco Santander Banespa e o jornal eletrônico cresceu em volume e qualidade. Passamos a dispor de um aluno de graduação em cada uma das unidades universitárias da Unesp e chegamos a ter média mensal de três mil acessos, sendo que cada usuário permanecia em média quatro minutos no site e lia mais do que uma matéria.
O Informativo Proex foi interrompido com a posse da nova gestão da Unesp, em janeiro de 2005. Hoje, trabalho desde julho de 2002 como jornalista concursado da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. Na redação da IO, sou repórter e também já ocupei a função de editor de imagens, dividindo a tarefa com a grande jornalista (e amiga) Denise Campos.
Leia minhas reportagens
Porque sou jornalista?
Desde a infância, meu gosto por escrever apareceu cedo. Ser jornalista foi uma escolha e um caminho natural. Tão logo fui alfabetizado no colégio La Salle em Botucatu (SP), comecei a escrever estorinhas de super-heróis. E tive um grande incentivo: aprendi a datilografar numa Remington que pertencia ao meu avô materno e ídolo Sylvio Mascia.
Assim surgiram meus primeiros textos. Eram aventuras com meus irmãos e primos - eles eram os protagonistas, mantinham identidades secretas e se transformavam em heróis. Hoje sou jornalista profissional, graduado pela Puccamp em 1996 com o registro de número 27.025 no Ministério do Trabalho.
Livros infantis e gibis
Quem não lê, não escreve. A velha máxima funcionou comigo. Na infância, devorei muitos livros infantis e me encantei com personagens como a boneca Emília do Sítio do Picapau Amarelo e Hércules, herói grego mitológico. Gibis também eram apreciados e não me lembro de ter passado algum final de semana sem a companhia de um Almanaque Disney, Recruta Zero, Homem Aranha, Hulk, Pato Donald e Zé Carioca.
Os gibis eram o presente semanal do meu avô paterno e padrinho, o também inesquecível João Moraes Silveira. Eu e minha família somos naturais de Araraquara e os únicos finais de semana que passamos longe da Morada do Sol, foram em 1977, ano que moramos um ano nos Estados Unidos. Na verdade, a leitura foi um costume herdado de meus pais, que são professores e sempre incentivaram.
Poucos tempo depois, ganhei uma máquina de escrever de presente no meu décimo aniversário. E fui fazer cursos de datilografia. Primeiro máquina mecânica, depois máquina elétrica, que eram raras, caríssimas e tinham a vantagem de apagar o papel com menos sujeira. E com onze anos, nas férias escolares fiz um estágio como auxiliar de escritório na fábrica de meias Lupo, em Araraquara.
Vida acadêmica
Quando concluí o ensino médio, a escolha do jornalismo já estava madura. Por ironia do destino, quando prestei vestibular, não fui aprovado na USP, porém passei em História na Unicamp. Decidi então cursar a escola pública e um ano depois, em 1992, me matriculei em jornalismo noturno na Puccamp e me formei nas duas graduações.
No último semestre da Unicamp, conheci a Adriana, uma veterana de História que era editora de cultura do Correio Popular, jornal que tinha a maior tiragem de Campinas. Ela me convidou para ficar responsável pela inusitada coluna “Há 50 Anos”. Sim, é isto mesmo. Eu lia os principais fatos que haviam sido manchete há 50 anos no jornal, editava o texto e fazia a coluna, que era diária e publicada na editoria de cultura.
Na época, eu já estava formado em História na Unicamp, porém precisava cursar o último ano de jornalismo na Puccamp. E trabalhar no Correio Popular foi uma boa oportunidade de começar na profissão e conhecer o mundo do trabalho, muito diferente da vida acadêmica. Assim, foi um grande aprendizado produzir uma coluna que tinha poucos e fiéis leitores, a maioria deles eram os assinantes mais antigos (e velhinhos) do jornal.
Primeiras reportagens
Dois meses depois, eu e outros estagiários fomos convidados pela Adriana para produzir reportagens um caderno semanal voltado para o público adolescente. O nome do produto era "Geração" e a inspiração dele era o Folhateen, que tinha também pouco tempo de vida na Folha de S. Paulo. As primeiras pautas foram assuntos leves e matérias de comportamento, como entrevistar e mostrar como era a vida de um jovem seminarista.
Depois, o trabalho esquentou. Fiz a cobertura de bizarrices, como o hábito de jovens de elite se reunir em noites de sábado e sexta-feira na periferia de Campinas para tirar rachas, destruir carros e empinar motos. Depois entrevistei adolescentes rebeldes, meninas que insistiam em se autoflagelar com tatuagens e piercings. E o gran finale, foi um assunto inovador para a época e muito em voga hoje: "Meu amigo é gay".
Assessoria de imprensa
Bem, já estamos em 1996 e meu salário era praticamente simbólico. Não estava desempregado, porém era pequena a chance de efetivação no Correio Popular. Poderia ficar anos como um freelancer fixo. Assim, quando recebi um convite para ser assessor de imprensa da Unesp, em São Paulo, aceitei. Mudei para a capital bandeirante e fui trabalhar junto com a Marici Salomão, uma grande profissional, que também é dramaturga, e tinha passagens pela EPTV Campinas e pelo mesmo Correio Popular que eu havia deixado.
Marici me ensinou vários macetes para produzir o release, texto jornalístico de divulgação, típico produto de assessoria de imprensa. Recordo até hoje, a principal dica: redigir um texto objetivo, curto, claro e que vá direto ao assunto, sem rodeios ou meias-verdades. O objetivo era sempre estimular os grandes veículos de imprensa a fazer matérias com os serviços de ensino, pesquisa e extensão universitária da Unesp.
Os temas dos releases eram interessantes, lembro de dois: um era agrário - um novo tipo de pneu para trator, de fabricação mais barata que o convencional e que tinha a vantagem de não compactar o solo depois que o trator passava; o outro, de biomedicina - a cola de fibrina, substância cicatrizante derivada do veneno de cascavel que é utilizada em cirurgias humanas.
Pós-graduação em marketing
Bem, peguei gosto por divulgação e fui aprender mais. Iniciei uma pós-graduação em marketing na ESPM São Paulo. O curso tinha duração de dois anos e hoje, sinto que este foi o melhor curso de nível superior que freqüentei. Eu recomendo-o para profissionais de diversas áreas, em especial para quem trabalha diretamente com atendimento. Ah, da ESPM, conservo o trio de amigos que fizeram a monografia junto comigo: Cláudia, Rita e André.
Detalhe interessante: a evolução da informática, em especial no jornalismo - a migração definitiva do do fax para a Internet e o correio eletrônico. Esta evolução coincidiu com minha mudança na Reitoria da Unesp. Fui transferido por causa de uma mudança na chefia da Assessoria de Comunicação e Imprensa para a Pró-Reitoria de Extensão Universitária (Proex).
Nova profissão: webdesigner
Em 2001, nova mudança na Unesp. A nomeação de um novo pró-reitor de extensão trouxe-me novas possibilidade. Ele precisava de um profissional de informática para ser seu webdesigner e ficar responsável pela criação e atualização diária da página da Proex. Topei no ato o novo desafio. Nesta época, já cursava o segundo ano de Sistemas de Informação no Mackenzie. O fato é que desde a minha mudança para a capital, só fiquei sem estudar seis meses.
A primeira necessidade foi aprender a usar o Photoshop, o melhor editor de imagens do mercado. Comprei um livro e passei a estudar nas madrugadas. Aproveitei o pique e comecei a também utilizar os softwares da Macromedia: Dreamweaver, Flash e Fireworks, com a mesma tática: persistência e estudo por conta própria. E por fim, nas férias escolares de julho comecei a fazer cursos de programas da Macromedia na Afterweb, uma escola muito boa que conheci na web que tem as salas de aula no bairro de Pinheiros.
Domínio e site pessoal
Em 2004 achei que tinha chegado a hora de ter meu site pessoal e um domínio personalizado, com o meu nome. Assim, registrei na Fapesp o www.rogeriosilveira.jor.br. Neste espaço, posso inovar e fazer experiências, de modo descompromissado. Na realidade, o objetivo é aprender sempre mais, para melhor atender meus clientes, que sempre têm razão!
Esta já é a segunda versão do meu site. A primeira teve parte de seu contéudo reaproveitado em algumas seções, porém a grande maioria é formada por novidades. O layout deste site é tableless, ou seja, sem tabelas. Ouvi um pouco sobre esta tendência irreversível de geração de código nas aulas de tecnologia web do Mackenzie, porém quem me convenceu das vantagens deste modo de criar foi o o Eduardo Kasse.
O poeta e webdeveloper foi meu entrevistado em uma reportagem que produzi em setembro de 2004 para a capa do Diário Oficial do Estado de São Paulo. O assunto era o 25º aniversário do curso de processamento de dados da Fatec-SP. Depois do encontro com ele, a identificação foi instantânea. (sem boiolagem, claro!).
E hoje?
Bem, atualmente deixei a Unesp e continuo trabalhando na Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. Além do emprego fixo, faço freelancers temporários em diversas áreas: webdesign, assessoria de imprensa, reportagem e fotojornalismo. Na realidade, gosto de fazer todas estas atividades, que são próximas, pertencentes ao universo infinito da comunicação.
Correio eletrônico: rogeriosilveira@rogeriosilveira.jor.brSite melhor visualizado com Firefox e resolução de 1024x768 pixels











