SEÇÕES

Jornalista e webdesigner Rogério Mascia Silveira, clicado na redação da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo

Acredite no Brasil, um dia seremos uma nação

Pesquisa no Google


Site Rogério
Web



Me ajude a manter esse site. Clique nos links abaixo
Me ajude a manter esse site. Clique nos links abaixo





Caricatura do jornalista e webdesigner Rogério Mascia Silveira, no traço do genial ilustrador Didiu Rio Branco




Vamos conversar on-line, com microfone e webcam? Pode ser pelo Skype, GoogleTalk ou MSN

Veja meu perfil no LinkedIn








W3Csites.com


W3Csites.com


W3Csites.com Listed



Ajude a Combater o Spam! Clique aqui!


Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
O maior grupo de profissionais da
Imprensa Oficial do Estado de São Paulo

Com dedicação e amor ao trabalho, equipe da
gráfica dá o toque final nos impressos da empresa


A gráfica é o setor da Imprensa Oficial (IO) com o maior número de profissionais empregados. São 125, divididos 75 na impressão offset, (15 operadores e 60 ajudantes) e 50 no acabamento (20 assistentes, 16 operadores e 14 ajudantes). As linhas seguintes contam um pouco da história e do dia-a-dia de quatro gráficos: o mais antigo é José Batista, com 27 anos de empresa; a caçula é Roberta, ajudante prestes a completar um ano de serviço; e os dois últimos são Osvaldo e Rosalina, portadores de deficiência integrados à empresa desde 1981.

Nos quatro relatos, traços comuns como a gratidão e o orgulho por integrarem uma instituição pública exemplar. Como uma grande família, a IO foi e continua sendo um agente de transformação na vida de cada um. Para eles, valores como respeito, ética e solidariedade foram impressos na alma de todos. E o compromisso individual é manter estas virtudes, a herança para as próximas gerações.

José Batista da Silva ingressou na IO em 1978 como operador de guilhotina, função que desempenha até hoje. Do início, recorda condições de trabalho difíceis, com ruído, calor, esguichos de tinta das máquinas e tarefas braçais. E aponta períodos de ruptura como 1995, ano de muitas substituições de comando e também de épocas de intenso trabalho, quando a empresa rodava parte de loterias como a Loto que obrigava cada gráfico a fazer em média 110 horas extra por mês.

"Antes de ser efetivado, durante quatro meses fiz testes médicos e técnicos, para a empresa avaliar minha resistência às condições de trabalho. Hoje, a fábrica inteira é iluminada, a maioria dos ambientes tem ar-condicionado, nenhum profissional é analfabeto e deixa de usar uniforme e seguir regras de segurança", afirma. José Batista aponta também mudanças no perfil do profissional destacado para o setor. Hoje há menos tarefas manuais e o gráfico controla muitas máquinas com teclado e mouse.

"Exercer a profissão requer cada vez mais anos de estudo. E mesmo com 27 anos de empresa, aprendo novidades todos os dias. O setor é muito dinâmico, a informatização mudou tudo", explica. No início, cada profissional desempenhava uma única função. E não estava apto a fazer tarefas simples, ligadas diretamente ao seu trabalho. A saída encontrada pela empresa foi investir continuadamente na ampliação do nível cultural e educacional de gráfico.

Assim, os cursos de capacitação e reciclagem se tornaram periódicos - a IO criou turmas exclusivas de ensino médio. "Depois de ter abandonado os estudos na juventude, consegui há seis anos concluir o segundo grau pela IO. Quem já tinha este diploma, pôde cursar faculdade com 80% do valor das mensalidades pagas pela empresa. Assim, vi muitos profissionais terem concluído, com o apoio da empresa, um projeto de vida, que de outra forma seria impossível", comenta.

Na opinião de Batista, o investimento em educação deve ser mantido e ampliado. Mais instruído, o profissional produz mais e tem mais auto-estima. "A empresa também ganha. Cada líder agora dispõe de profissionais na gráfica aptos a assumir diversas funções e o remanejamento interno de funções é estimulado", explica.

Crianças no CCI

No ano 2000, o gráfico Jaime Almeida incentivou Roberta Oliveira, sua esposa, a participar de um concurso admissional na IO. Quatro anos depois, ela foi chamada pelo RH. Hoje, prestes a completar um ano na empresa, a ajudante de 24 anos já passou por todas as áreas do acabamento e conhece todos colegas da gráfica. "Antes mesmo de ingressar na IO, minhas duas filhas já estavam no CCI. Agora estou grávida novamente e quando meu bebê nascer, ficará junto com as irmãs", prevê.

Disposta a aprender e sempre com um sorriso nos lábios, Roberta pede para seu superior a doação de exemplares excedentes. Ela é estudante do ensino médio e já ganhou livros de química, física e história. Mas segundo ela, os melhores presentes foram o Estatuto do Idoso, impresso junto com o da Criança e do Adolescente e um folheto com informações sobre a prevenção do câncer de mama e de útero.

Roberta conta também que o livro que mais atraiu seus colegas foi "Catedral da Sé", pela beleza das imagens.

Inclusão social

A inclusão social do portador de deficiência já era uma preocupação da IO no início da década de 80. Assim, em 1981 a IO recebeu e capacitou os primeiros grupos de trabalhadores portadores de todos os tipos de deficiência, provenientes do Centro de Reabilitação Vergueiro. A ajudante Rosalina Maria dos Santos é deficiente visual e assim como sua irmã, fez parte da turma inicial. Um mês depois, ganhou a companhia de Osvaldo Dobilas, operador de guilhotina e deficiente auditivo.

O entrosamento é o maior fator de integração, como em uma grande família. Se alguém erra, os colegas ao redor se reúnem para ajudar. E os deficientes visuais têm sempre braços estendidos, como os de Osvaldo, para guiá-los dentro da empresa para o refeitório e as mesas de montagem. Segundo Rosalina, este apoio recebido desde o início foi fundamental.

"No início éramos vistos com um pouco de desconfiança sobre nossa capacidade. Outros tinham compaixão excessiva e desnecessária. Mas aos poucos, fomos nos integrando e hoje ninguém mais questiona a competência do profissional portador de deficiência", comenta.

Hoje Rosalina realiza todas as tarefas que os demais ajudantes, exceto operar máquinas. E sua maior dificuldade é também motivo de grande satisfação: a montagem na ordem correta dos pacotes e a intercalação progressiva de um livro para dar continuidade à linha de produção.

Osvaldo Dobilas, deficiente auditivo, ingressou na IO um mês depois de Rosalina. Como ela, adora sua profissão e atende Ordens de Serviço (OS) internas de todas as áreas da gráfica. Quando tem alguma dúvida, escreve bilhetes ou mesmo, conta com a ajuda do amigo Batista. Sua integração também é completa.

"Fiz aqui amigos, criei meu casal de filhos, jogo futebol e sinto falta da época que tínhamos uma sala para jogar dominó, pebolim e snooker", "diz" o profissional, sempre sorridente e solícito. Desde que ingressou, Osvaldo já ganhou mais de dez livros e seu preferido é o dicionário da Língua de Sinais Brasileira, publicação de referência que utiliza para aperfeiçoar sua comunicação.

Paulinho, o chefe de todos

A gráfica é dirigida por Paulo Benedito Fernandes, o Paulinho, gráfico com 29 anos de IO e desde 1995, chefe de divisão. Ele ingressou na IO como impressor de máquina offset plana. Ao longo dos anos, acompanhou todas as mudanças na gráfica e se especializou com mais de 100 cursos na área.

A receita do sucesso, na opinião dele é gostar da profissão e querer sempre evoluir. "É um trabalho de equipe, meticuloso e de muito capricho. Felizmente este é o perfil dos meus funcionários, que me chamam de você e vivem na minha sala trocando impressões", explica. Os longos anos de casa trouxeram macetes para Paulinho e seu pessoal. Um deles é acompanhar pelo barulho e ritmo de funcionamento das rotativas a qualidade do trabalho impresso, mesmo com os ouvidos protegidos pelo protetor auricular.

"Ruídos estranhos podem indicar excesso ou falta de água, ou outros problemas", ensina. O gestual dos colegas também é referência. Uma batida do dedo no dente, significa ser preciso aumentar um "dente" de tinta no sistema de impressão e ele explica que para um incremento mínimo, o profissional bate com a mão na cabeça e toca o cabelo.

Paulinho gosta de comparar técnicas antigas, com as atuais como o densitômetro. Este dispositivo indica o porcentual de cores azul, vermelho, amarelo e preto (escala CMYK) nos impressos. E compara os pontos de impressão do filme que está sendo rodado com o pedido original. "Antigamente era o conhecimento do gráfico sobre o equipamento que prevalecia", explica.

"E o densitômetro foi muito útil para rodar o trabalho mais complexo passado pela gráfica até hoje - o livro "A Plumária Indígena Brasileira", que tinha milhares de nuances e tonalidades da mesmo cor nas imagens", recorda.

Rogério Silveira
Da Agência Imprensa Oficial


Topo


Leia também
Reportagens de 2004

23/01 - Programa consegue empregar 4 mil deficientes com carteira assinada - Ler

10/02 - Unesp mantém em Araraquara maior museu e acervo odontológico do País - Ler

01/03 - Unesp de Araraquara é referência internacional em pesquisa com fibras ópticas - Ler

11/03 - Bolsa Eletrônica de Compras passa a atender os municípios do Estado - Ler

16/03 - Rede de solidariedade - Elos de cidadania - Ler

20/04 - Cetesb conscientiza e fiscaliza motoristas para controlar poluição - Ler

05/05 - Secretaria do Meio Ambiente instrui, reúne e capacita ONGs paulistas - Ler

11/06 - IPT lança serviço on-line inédito de acompanhamento de pedidos - Ler

17/06 - Crescem uso, distribuição e demanda do gás natural no Estado de São Paulo - Ler

08/07 - Tecnologia é a arma do Instituto de Criminalística - Ler

15/07 - Sistema aponta caminhos para a preservação do Aqüífero Guarani - Ler

20/07 - Estado aposta no cooperativismo para geração de emprego e renda - Ler

02/08 - Em cinco anos, Banco do Povo Paulista já empregou 84 mil pessoas - Ler

09/08 - ParqTec comemora 20 anos com 70 empresas instaladas em São Carlos - Ler

26/08 - Arquivo do Estado publica tabela de temporalidade de documentos públicos - Ler

31/08 - Estado investe R$ 100 milhões anuais na alimentação escolar - Ler

30/09 - Fatec comemora 30º aniversário do Curso de Processamento de Dados - Ler

08/10 - Escola da Freguesia do Ó é considerada modelo na rede pública estadual - Ler

14/10 - Escola forma, capacita e recicla pessoal para serviço penitenciário - Ler

27/10 - Defesa Civil inicia treinamento para Operação Verão 2005 - Ler

08/11 - Estudantes da capital representam País em desafio científico internacional - Ler

16/11 - Caverna Digital da USP comanda estudo da realidade virtual no País - Ler

24/11 - Mister Sheik emprega 114 garotos da Febem com carteiras assinadas - Ler

28/11 - Adolfo Lutz alerta para riscos de contaminação causada por fungos - Ler

05/12 - Seminário discute evolução, estratégias e controle da Aids no Estado - Ler


Topo


Reportagens de 2005

01/03 - IPT desenvolve solução ambiental para areias utilizadas por fundição - Ler

15/03 - Tecnologia facilita identificação de criminosos - Ler

18/03 - Inclusão digital vai capacitar 100 mil funcionários até o final de 2006 - Ler

22/03 - Infocrim abrange 41 cidades e mostra as ruas com maior incidência criminal - Ler

28/03 - Sistema Estratégico de Informações (SEI) - Ler

29/03 - Registro de ocorrência pela Internet facilita denúncia e investigação policial - Ler

07/04 - Sistemas da Polícia Militar atendem em média 150 mil chamados por dia - Ler

12/04 - Informática moderniza procedimentos de identificação civil e criminal no Estado - Ler

14/04 - Vunesp já recebeu 10 milhões de inscrições em 264 vestibulares e 635 concursos públicos - Ler

25/05 - Maleta personalizada inova e padroniza perícia criminal no Estado - Ler

07/06 - Gestão Corporativa da CPTM reduz custos e aumenta eficiência do serviço - Ler

15/06 - Novo campus da USP revoluciona região leste da capital - Ler

21/06 - Cetesb inicia Operação Caça-Fumaça 2005 - Ler

29/06 - Unesp desenvolve vidro capaz de receber gravações tridimensionais - Ler

15/07 - O maior grupo de profissionais da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo - Ler

22/07 - Atrações rurais de Boa Esperança do Sul encantam crianças de Peruíbe - Ler

25/07 - Grafites embelezam muro da Estação Brás da CPTM - Ler

27/09 - Livro identifica árvores da restinga na Ilha do Cardoso - Ler

04/08 - Câmera termográfica é novidade da USP para detecção de doenças - Ler

18/08 - Unesp orienta alunos para criarem empresas de base tecnológica - Ler

05/09 - Salgadinho criado na USP é saudável, nutritivo e reaproveita pulmão bovino - Ler

08/09 - Semana de Biologia da Unesp envolve acadêmicos e comunidade de São Vicente - Ler

14/06 - Unesp abre nova perspectiva para combater o Mal de Alzheimer - Ler

06/10 - Programa Prolar Autoconstrução da CDHU comemora 10 anos com 55 mil moradias - Ler

18/10 - Projeto Parcelas Permanentes constrói base de dados sobre a biodiversidade paulista - Ler



Topo




ROGÉRIO MASCIA SILVEIRA - Jornalista e Webdesigner - Mtb 25.027
Envie aqui sua mensagemCorreio eletrônico: rogeriosilveira@rogeriosilveira.jor.br
Site melhor visualizado com Firefox e resolução de 1024x768 pixels