SEÇÕES

Jornalista e webdesigner Rogério Mascia Silveira, clicado na redação da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo

Acredite no Brasil, um dia seremos uma nação

Pesquisa no Google


Site Rogério
Web



Me ajude a manter esse site. Clique nos links abaixo
Me ajude a manter esse site. Clique nos links abaixo





Caricatura do jornalista e webdesigner Rogério Mascia Silveira, no traço do genial ilustrador Didiu Rio Branco




Vamos conversar on-line, com microfone e webcam? Pode ser pelo Skype, GoogleTalk ou MSN

Veja meu perfil no LinkedIn








W3Csites.com


W3Csites.com


W3Csites.com Listed



Ajude a Combater o Spam! Clique aqui!


Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
Medicamento usa dose menor, age no tempo
certo e tem menos efeito colateral

Centro paulista da Fapesp lidera pesquisa brasileira
com nanotecnologia; novidade promete revolucionar
indústria de fármacos, cosméticos e bioquímica

Nanopartículas são colocadas dentro dos tubos - crédito foto: Fernandes Dias Pereira

O Centro Multidisciplinar para o Desenvolvimento de Materiais Cerâmicos (CMDMC), um dos programas de excelência da Fapesp, pesquisa desde 2005 meios para facilitar a liberação no tempo correto de princípios ativos de medicamentos no corpo humano. O controle é feito por meio das micro e nanopartículas e a novidade promete revolucionar as indústrias de fármacos, cosméticos e bioquímica.

Os responsáveis pelo estudo são os pesquisadores Carla Riccardi, Márcio Santos e Paulo Bueno. Nas experiências, eles se preocupam em respeitar a formulação do medicamento as características individuais do paciente (sexo, peso e altura) e com a diminuição dos efeitos colaterais e infecções oportunistas.

Com o avanço da pesquisa em nanotecnologia, a expectativa é ter no futuro remédios mais eficientes, capazes de encontrar e atuar diretamente no problema ou na dor, sem comprometer outras funções do organismo.

"O material nano reveste o fármaco e direciona e facilita sua absorção em um ponto específico do organismo ou de um grupo de células. Assim, diminui o tempo de tratamento clínico e as dosagens dos medicamentos", explica Carla.

Cientistas Márcio Santos e Carla Riccardi: a expectativa é produzir remédios sob medida para cada paciente - crédito foto: Fernandes Dias Pereira

Mais barato

No Brasil, o Centro Multidisciplinar lidera os estudos com nanotecnologia: pesquisa novos produtos e processos e desenvolve internamente equipamentos usados em seu trabalho. O exemplo mais recente é o sistema hidrotermal de microondas, utilizado para processar compostos orgânicos.

Em vez de comprar um aparelho convencional por R$ 70 mil, os pesquisadores Diogo Volante e Mário Moreira desenvolveram um próprio, por R$ 5 mil, a partir de um forno de microondas caseiro. Esta solução foi vantajosa: conseguiu reduzir de 72 horas para dez minutos o tempo de processamentos das partículas.

Microondas caseiro virou sistema hidrotermal - crédito foto: Fernandes Dias Pereira

A função do sistema hidrotermal é reunir as melhores condições de temperatura e pressão. E a inovação do CMDMC foi combinar a energia das microondas com a rotação das partículas e das reações ligadas à pressão e à energia mecânica e térmica.

O equipamento oferece também aplicações para a indústria cerâmica, de materiais odontológicos, automobilística, eletroeletrônica, de móveis, tintas e de células de captação de energia solar.

Pigmento cerâmico

A Icra, empresa de produtos para cerâmica de Mogi Guaçu, está testando o sistema hidrotermal para produzir pigmentos usados para colorir corantes, abrasivos cerâmicos, caixas refratárias, aditivos cerâmicos e tintas serigráficas.

Segundo Wilson Silva Junior, diretor da Icra, o sistema do CMDMC permite obter diferentes propriedades dos pigmentos por oxidar as substâncias em baixas temperaturas. Ainda em teste, o novo método promete complementar o convencional, que opera a partir de 1,2 mil graus.

Pesquisadores Mário Moreira (sentado) e Diogo Volante mostram imagens uma partícula nano ampliada 800 mil vezes - crédito foto: Fernandes Dias Pereira

O pigmento cerâmico é um tipo de pó produzido com compostos inorgânicos, estáveis em relação à cor, quando dissolvidos em vidros ou esmaltes, a alta temperatura. Controlado e aplicado em cerâmica de revestimento, vidreira, vermelha, louça e metalúrgica em geral.

Nanotecnologia, uma viagem científica

De origem grega, a palavra nano significa anão e representa valores na escala milionésima, no nível dos átomos e moléculas. Dessa forma, a palavra nanotecnologia compreende a teoria geral e o estudo sistemático sobre técnicas, processos, métodos, meios e instrumentos para atingir a finalidade de mudar as propriedades dos compostos.

As partículas nano somente são visíveis em microscópios de alta definição e resolução, com capacidade de aumento superior a 800 mil vezes. O CMDMC possui um equipamento do tipo, avaliado em R$ 900 mil - um dos únicos do País.



Anderson Moriel Mattos e Rogério Silveira
Da Agência Imprensa Oficial
Crédito fotos: Fernandes Dias Pereira


Reportagem publicada originalmente na página IV do Poder Executivo do Diário Oficial do Estado de SP do dia 30/10/2008.

Topo






ROGÉRIO MASCIA SILVEIRA - Jornalista e Webdesigner - Mtb 25.027
Envie aqui sua mensagemCorreio eletrônico: rogeriosilveira@rogeriosilveira.jor.br
Site melhor visualizado com Firefox e resolução de 1024x768 pixels