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Reportagem freelancer para site de games
Educação e lazer: como os games se
transformaram em ferramenta auxiliar do aprendizado
No século 21, os games são parte da chamada "vida digital", sociedade pós-industrial proposta pelo professor de tecnologia Nicholas Negroponte, do Massachuset
ts Institute of Technology (MIT). Surgidos na década de 70, com o telejogo, os joguinhos estão presentes em toda a sociedade - transpuseram o universo infantil e chegaram às telas do cinema, programas de televisão, supermercados, livrarias e shoppings. E não são elitistas: podem ser encontrados em bares, bingos e bancas de camelô e até mesmo, nas mãos de meninos de rua.
A antiga brincadeira de apertar botões transformou-se em poderosa ferramenta de aprendizado nas melhores escolas infantis e universidades para executivos. A inovação trouxe também mudanças na formação das pessoas: pela primeira vez na história da humanidade, a criança sabe mais do que o adulto - que pai nunca pediu pro filho lhe ensinar a usar o celular ou mesmo acertar as horas em um rádio-relógio?
Como contraponto, muitos pais e educadores desaprovam o conteúdo de alguns títulos e a suposta incitação à violência. Esse questionamento da sociedade teve respaldo legal com a portaria 1.035, de 13/11/2001, do Ministério da Justiça, que classifica os jogos de acordo com a faixa etária e as situações vivenciadas pelos personagens e enredo do jogo.
O que fazer?
A fonoaudióloga e psicopedagoga Renata Jardini, há mais de 20 anos atende crianças com dificuldades de leitura e escrita. Antenada com a tecnologia, a especialista observa em seus artigos, palestras e livros já publicados que os games trabalham na área vertical da visão e que o mouse e os joysticks têm funcionamento horizontal. Essa transposição das informações é fundamental para o desenvolvimento funcional do cérebro - o reflexo é o aprimoramento na leitura e escrita da criança em fase de alfabetização.
"A criança que domina as habilidades espaciais, motoras e de concentração exigidas pelos games consegue se locomover de maneira mais segura no espaço. E acerta a colocação correta das letras na grafia e pronúncia das palavras", explica. Nas suas terapias, Renata utiliza programas específicos que têm jogos entre as atividades propostas, como o Desafio dos Fonemas, o Ortografando e o Trabalhando com os Sons.
Sobre os jogos convencionais, a profissional recomenda aos pais pesquisar por bons títulos e preferir os que estimulem a criatividade e o raciocínio lógico, como os simuladores. E evitar jogos que exijam somente que o adolescente aperte o botão indiscriminadamente, ou mesmo, conferir quem aperta mais e com mais velocidade. Por fim, lembra que não deve ser ultrapassado o limite diário de duas horas na frente do vídeo. E o resto do tempo da criança e do jovem deve ser preenchido com atividades de leitura, em grupo e ao ar-livre, sem luzes frenéticas e sons hipnotizantes.
Correio eletrônico: rogeriosilveira@rogeriosilveira.jor.brSite melhor visualizado com Firefox e resolução de 1024x768 pixels











